Em um país que utiliza combustíveis fósseis como sua principal fonte de energia, é possível verificar que a melhora de eficiência energética de uma edificação esta diretamente relacionado a uma diminuição de emissão de CO2, pois há uma diminuição de gasto energético, sem que este comprometa o conforto dos usuários da edificação.
Essa relação pode produzir resultados significativos para a reversão do aquecimento global, tanto que as certificações LEED dão grande peso aos créditos que provocam uma redução na emissão de CO2.
Em uma edificação comercial, a grande oportunidade de melhora de eficiência energética recai sobre os sistemas de iluminação e climatização. Diversos trabalhos, apontam que 70% do consumo energético da edificação vem dos sistemas citados.

Cabe ao arquiteto propor soluções arquitetônicas que levem a edificação a um patamar mais sustentável e eficiente energeticamente. Para isso, ele deve utilizar estratégias que priorizem a ventilação e iluminação natural, ao mesmo tempo que mantem parâmetros como a umidade relativa do ar, temperatura do ar e radiação solar dentro de padrões confortáveis, o que pode ser analisado se há a utilização de simulação computacional associado ao processo de projeto. Com essa consideração, o arquiteto pode, de forma resumida, escolher três tipos diferentes de abordagens para os sistemas de climatização:
- Free running building: é uma edificação totalmente passiva, com zero gasto energético para o sistema de climatização. Nesse caso, é extremamente importante que as condições climáticas e o entorno natural sejam considerados como os principais fatores que irão interagir termicamente com a edificação.
- Na segunda opção, o sistema de climatização irá funcionar sem intervalo, mantendo uma atmosfera própria e estável. Nesse caso, é importante se certificar que a edificação não perca o seu resfriamento ou aquecimento, pois isso irá afetar ainda mais a sua eficiência energética.
- Mixed mode: é um misto das duas primeiras, ou seja, o uso de sistemas de climatização passivo é parcial, e ocorre apenas quando os parâmetros climáticos apontam para um desconforto térmico

Assim, escolhida a abordagem mais adequada, o arquiteto irá propor soluções de projeto para alavancar a eficiência energética, o que irá impactar os sistemas de climatização e iluminação. Porém, ao tratarmos de um conceito amplo de sustentabilidade, devemos compreender que as decisões arquitetônicas irão além de questões de energia, clima e iluminação, tema que trataremos nos próximos posts.
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Referência:
GONÇALVES, J. C. S; DUARTE, D, H, S. Arquitetura sustentável: uma integração entre ambiente, projeto e tecnologia em experiências de pesquisa, prática e ensino. Ambiente Construído, Porto Alegre, v.6, n.4, p 51-81, 2006.


